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Saber como comprar apartamento começa por três fatores: entrada mínima de 20% a 30% do valor do imóvel, parcela dentro do limite de 30% da renda bruta familiar e documentação reunida com antecedência — esses três fatores determinam se o financiamento será aprovado. O processo completo leva, em média, 3 a 6 meses, dependendo da modalidade e do banco. Este guia cobre cada etapa com dados atualizados para 2026.
A regra prática usada pelos bancos é objetiva: a parcela mensal do financiamento não deve ultrapassar 30% da renda bruta familiar. Esse limite existe porque os bancos só aprovam financiamentos dentro dessa proporção — e porque comprometer mais do que isso torna o orçamento vulnerável a imprevistos.
| Renda bruta familiar | Parcela máxima (30%) | Valor de imóvel estimado* |
| R$ 5.000 | R$ 1.500 | R$ 220.000 – R$ 260.000 |
| R$ 8.000 | R$ 2.400 | R$ 350.000 – R$ 420.000 |
| R$ 12.000 | R$ 3.600 | R$ 520.000 – R$ 620.000 |
| R$ 20.000 | R$ 6.000 | R$ 860.000 – R$ 1.000.000 |
*Estimativas para prazo de 30 anos, taxa média de 10,5% a.a. (SFH). Use o simulador da Caixa Econômica Federal para valores exatos.
Além da parcela, você precisa ter a entrada disponível. Os bancos financiam em geral 70% a 80% do valor do imóvel, então você precisa de 20% a 30% como entrada — mais os custos de fechamento (ITBI, cartório), que somam 4% a 5% adicionais.
Regra de bolso: para um imóvel de R$ 400.000, prepare R$ 80.000 a R$ 120.000 em recursos próprios antes de começar.
Antes de procurar, responda a quatro perguntas objetivas:
Avalie a necessidade real, não a ideal. Um casal sem filhos raramente precisa de 3 quartos — e o custo mensal (parcela + condomínio) de um imóvel maior pode comprometer o orçamento por décadas.
Proximidade ao trabalho, escola, hospital ou transporte público afeta diretamente a qualidade de vida e o valor de revenda do imóvel.
Programa federal com subsídio direto do governo. Em 2026, as faixas de renda são:
| Faixa | Renda familiar bruta | Benefício |
| Faixa 1 | Até R$ 2.640/mês | Subsídio máximo, juro de 4% a.a. a 5% a.a. |
| Faixa 2 | R$ 2.641 – R$ 4.400/mês | Subsídio parcial, taxa reduzida |
| Faixa 3 | R$ 4.401 – R$ 8.000/mês | Sem subsídio direto, taxa preferencial |
O teto do valor do imóvel para Faixa 3 chegou a R$ 400.000 em 2026 (imóveis urbanos em municípios de médio e grande porte).
| Modalidade | Juro aproximado | Limite do imóvel | Uso do FGTS | Melhor para |
| MCMV Faixa 1–2 | 4% – 7% a.a. | R$ 350.000 | Sim | Baixa renda, primeiro imóvel |
| MCMV Faixa 3 | 7% – 8,16% a.a. | R$ 400.000 | Sim | Renda média, primeiro imóvel |
| SFH | 8% – 12% a.a. | R$ 1.500.000 | Sim | Imóveis de médio padrão |
| SFI | 12%+ a.a. | Sem limite | Não | Imóveis de alto padrão |
| Direto construtora | 10% – 14% a.a. | Definido pela construtora | Depende | Planta, aprovação difícil |
| Consórcio | Sem juro (taxa adm.) | Definido pela cota | Após contemplação | Quem não tem urgência |
Os documentos exigidos variam conforme o banco e a modalidade. Abaixo, a lista padrão para pessoa física assalariada:
| Documento | Observação |
| RG e CPF | Documento original e cópia |
| Comprovante de residência | Conta de luz, água ou telefone (últimos 90 dias) |
| Comprovante de renda | Holerites dos últimos 3 meses (assalariado) |
| Declaração do IR (último ano) | Com recibo de entrega à Receita Federal |
| Extrato do FGTS | Últimos 2 anos, retirado pelo app FGTS |
| Certidão de nascimento ou casamento | Conforme estado civil |
| Certidão negativa de débitos (CPF) | Receita Federal |
Para autônomos e MEIs, adicione: extrato bancário dos últimos 6 meses, declaração de imposto de renda do autônomo (DECORE emitida por contador), e contrato social ou certificado de MEI.
| Documento | Onde obter |
| Matrícula atualizada | Cartório de Registro de Imóveis |
| Certidão negativa de IPTU | Prefeitura municipal |
| Habite-se / Auto de Conclusão | Prefeitura (para imóveis prontos) |
| Certidões negativas do vendedor | Cartórios cíveis, criminais e trabalhistas |
O processo de aprovação tem três fases:
Use os simuladores da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil ou do banco da sua preferência. Insira renda, valor do imóvel e prazo. A simulação não compromete nem gera consulta ao CPF.
Envio da documentação ao banco. O banco avalia sua capacidade de pagamento, histórico de crédito (Serasa, SPC, SCR do Banco Central) e comprometimento de renda. Prazo: 5 a 15 dias úteis.
Se a análise de crédito for aprovada, o banco envia um engenheiro para avaliar o imóvel. O valor aprovado pelo banco é sobre o laudo do engenheiro — não sobre o preço pedido pelo vendedor. Prazo: 7 a 20 dias úteis.
Dica prática: concentre as solicitações em um único banco para não acumular consultas ao CPF. Após aprovação, você pode comparar taxas em outros bancos na etapa de portabilidade. Para simular valores antes de ir ao banco, use o simulador de financiamento da Caixa Econômica Federal.
O contrato de compra e venda (ou instrumento particular de promessa) é o documento mais importante da transação. Verifique:
Se possível, contrate um advogado especializado em direito imobiliário para revisar o contrato. O custo (em geral R$ 500 a R$ 1.500) é pequeno frente ao valor da transação.
Assinatura do contrato de financiamento
No banco, assinatura de todos os envolvidos (comprador, vendedor, representante do banco). Você recebe o Instrumento Particular de Crédito Hipotecário ou escritura pública.
Pagamento do ITBI
O ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) é cobrado pelo município. A alíquota em Ribeirão Preto é de 2% sobre o valor venal do imóvel. Em São Paulo capital, a alíquota é de 3%. Guarda o comprovante de pagamento.
Registro em cartório
O imóvel só é legalmente seu após o registro da escritura (ou do contrato de financiamento) no Cartório de Registro de Imóveis. Sem registro, você não tem proteção legal plena sobre o bem. O prazo é de 15 a 30 dias após a assinatura.
O FGTS pode ser usado como entrada, para amortizar o saldo devedor ou para reduzir parcelas — mas exige algumas condições:
Condições para uso do FGTS
Como solicitar
O saque do FGTS é solicitado diretamente à Caixa Econômica Federal, gestora do fundo (Lei 8.036/1990). Você pode consultar o saldo pelo app FGTS (Android/iOS) e simular quanto pode usar na compra.
Além do preço do imóvel e das parcelas do financiamento, existem custos obrigatórios que muitos compradores ignoram:
| Custo | Quem paga | Estimativa |
| Entrada | Comprador | 20% – 30% do valor do imóvel |
| ITBI | Comprador | 2% – 3% do valor venal |
| Escritura pública | Comprador | ~1% do valor (isento em SFH para primeiro imóvel*) |
| Registro de imóvel | Comprador | 0,5% – 1% do valor |
| Avaliação do imóvel (banco) | Comprador | R$ 800 – R$ 1.500 |
| Seguro habitacional obrigatório | Comprador (embutido na parcela) | Incluído na parcela bancária |
| Taxa de análise de crédito | Comprador | R$ 0 – R$ 500 (varia por banco) |
*Compradores de primeiro imóvel financiado pelo SFH têm 50% de desconto nas custas cartorárias.
Exemplo completo: imóvel de R$ 400.000, entrada de 25%
| Item | Valor |
| Entrada | R$ 100.000 |
| ITBI (2,5%) | R$ 10.000 |
| Cartório e registro | R$ 6.000 – R$ 8.000 |
| Avaliação bancária | R$ 1.000 |
| Total de recursos próprios necessários | ~R$ 117.000 – R$ 119.000 |
A Pafil Empreendimentos oferece apartamentos no interior de São Paulo com financiamento facilitado e opções enquadradas no SFH e MCMV. Veja os empreendimentos disponíveis em pafil.com.br. Se você está escolhendo o imóvel mais adequado ao seu perfil, leia também nosso guia sobre como escolher o apartamento ideal para o seu momento de vida.
Quanto tempo demora o processo de compra de um apartamento?
Em média, 3 a 6 meses do início da busca até o registro em cartório. A aprovação do financiamento bancário leva de 30 a 60 dias. Imóveis na planta têm prazo adicional de 2 a 4 anos para entrega.
Posso financiar 100% do imóvel?
Em geral, não. Os bancos financiam entre 70% e 80% do valor do imóvel (ou do laudo de avaliação, o que for menor). Programas como MCMV Faixa 1 podem financiar percentuais maiores para perfis de baixa renda, mas não chegam a 100%.
O que é o ITBI e quem paga?
O ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) é um imposto municipal cobrado sempre que um imóvel muda de proprietário. É sempre pago pelo comprador. A alíquota varia por município, mas em geral fica entre 2% e 3% do valor do imóvel.
Posso usar o FGTS para pagar a entrada?
Sim, desde que você atenda aos requisitos: 3 anos de contribuição ao FGTS (consecutivos ou não), não ter outro imóvel residencial no município onde mora ou trabalha, imóvel para uso próprio e financiamento no SFH ou MCMV. O saldo disponível é consultado pelo app FGTS da Caixa.
Vale mais a pena comprar na planta ou um imóvel pronto?
Depende do seu momento de vida. Na planta, você paga parcelas menores durante a obra e pode ter valorização até a entrega — mas precisa aguardar 2 a 4 anos para ocupar. Imóvel pronto tem ocupação imediata e financiamento bancário disponível de imediato, mas o preço tende a ser maior que o da planta no mesmo padrão.
O que acontece se eu atrasar as parcelas do financiamento?
Atraso gera multa de 2% e juros de mora. Após 3 parcelas em atraso, o banco pode executar a alienação fiduciária — o imóvel é leiloado para quitar a dívida. Em caso de dificuldade financeira, entre em contato com o banco antes de atrasar: há opções de renegociação e pausa temporária.
Qual a diferença entre MCMV e SFH?
O MCMV (Minha Casa Minha Vida) é um programa federal com subsídio direto do governo para famílias de até R$ 8.000/mês de renda bruta, com taxa de juros de 4% a 8,16% a.a. O SFH (Sistema Financeiro da Habitação) é o enquadramento geral para imóveis de até R$ 1.500.000, com taxa máxima de 12% a.a. e sem limite de renda — mas sem subsídio. Um imóvel pode se enquadrar em ambos simultaneamente.
Aprender como comprar apartamento em 2026 começa pelo planejamento financeiro — antes de qualquer busca por imóvel. Os passos críticos são: ter a entrada disponível (20% a 30%), entender o limite de parcela pelo critério dos 30% da renda, e reunir a documentação com antecedência para agilizar a aprovação bancária.
O processo é previsível: cada etapa tem prazo e documentação definidos. Quem entende como comprar apartamento com antecedência evita surpresas e não compromete a saúde financeira a longo prazo.
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