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Ribeirão Preto entrou para o top 10 nacional de cidades fora das capitais em financiamento pelo Minha Casa, Minha Vida. A cidade fechou o primeiro semestre de 2026 na 7ª posição, com R$ 496 milhões contratados, segundo levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Para quem pensa em comprar um imóvel na cidade, o dado é um sinal concreto de que o momento é favorável: o Valor Geral de Lançamentos (VGL) da cidade saltou de R$ 1,7 bilhão em 2023 para R$ 7,7 bilhões no acumulado até o primeiro trimestre de 2026, segundo o Secovi-SP.
Os dois números apontam na mesma direção: mais oferta de imóveis e mais gente conseguindo financiar a compra. Quem está avaliando entrar no mercado agora tem, nesses dados, um motivo objetivo para não esperar.
Um município não sobe de posição em um ranking nacional de financiamento por acaso. Para aparecer entre os líderes em contratações é preciso ter mais lançamentos disponíveis, mais crédito circulando e famílias com renda compatível para fechar negócio. Os três fatores precisam se alinhar ao mesmo tempo, e é isso que está acontecendo em Ribeirão Preto.
O VGL da cidade saiu de R$ 1,7 bilhão em 2023 para R$ 7,7 bilhões no acumulado até o primeiro trimestre de 2026: mais que o quádruplo em pouco mais de dois anos. Um salto desse tamanho não costuma ser fruto de um mês bom. Geralmente reflete fatores estruturais, como economia diversificada, crescimento populacional por migração regional e um mercado de trabalho capaz de sustentar financiamento de longo prazo. O ranking da Abrainc é o retrato mais recente desse processo, não o início dele, e quem compra agora entra numa curva que já está em movimento.
Para Diego Baroni, gerente comercial da Pafil Empreendimentos, é isso que o número do ranking não mostra sozinho:
“Ribeirão reúne diferentes perfis de compradores e um mercado que consegue oferecer produtos para essas diferentes demandas. O financiamento é uma peça importante desse cenário porque amplia o acesso e dá sustentação ao desenvolvimento habitacional da cidade.”
Um erro comum é tratar o Minha Casa, Minha Vida como sinônimo exclusivo de habitação de baixa renda. O teto de renda e o valor máximo do imóvel financiável foram ampliados nas últimas atualizações do programa, e hoje o MCMV alcança parte da classe média, inclusive compradores de apartamentos de dois e três quartos em bairros valorizados.
Isso ajuda a explicar por que o programa cresce no país inteiro ao mesmo tempo em que Ribeirão Preto registra lançamentos de alto padrão. Em todo o Brasil, o Minha Casa, Minha Vida movimentou R$ 79,4 bilhões em financiamentos entre janeiro e junho de 2026, alta de 29% sobre o mesmo período de 2025, com 349 mil unidades contratadas (alta de 21%), segundo a Abrainc. O crédito via poupança também acelerou: segundo a Abecip, o SBPE financiou R$ 93,7 bilhões no semestre (alta de 28,5% sobre 2025), com 277,1 mil imóveis financiados.
Em Ribeirão Preto, esse alcance mais amplo do crédito aparece nos próprios lançamentos. O Secovi-SP já identifica empreendimentos de alto padrão na cidade com valores entre R$ 15 mil e R$ 20 mil por metro quadrado, o que mostra que o financiamento sustenta demanda em faixas de renda distintas, não só na entrada. Essa distinção de padrão varia conforme a região: os melhores bairros de Ribeirão Preto concentram parte desses lançamentos de maior valor, caso da Nova Aliança, na Zona Sul, onde a Pafil tem o Parc das Artes.
O ranking confirma, com dado oficial, três coisas que costumam pesar na decisão de comprar.
A primeira é que a demanda é real, não estimada. Pesquisa do Secovi-SP em 42 cidades paulistas mostrou que 49% dos entrevistados declararam intenção de comprar imóvel, e 29% pretendem fazer isso em até 12 meses. No mesmo levantamento, o número de unidades vendidas cresceu 7,9% no primeiro trimestre de 2026, e o Valor Geral de Vendas avançou 16,8%, somando R$ 9,6 bilhões no trimestre e R$ 38,5 bilhões nos últimos 12 meses.
A segunda é que o crédito está mais acessível, não mais escasso. O SBPE e o MCMV cresceram simultaneamente em dois dígitos percentuais no semestre, o que reduz a barreira de entrada para quem depende de financiamento aprovado, mesmo com os juros de mercado ainda pressionados.
A terceira é o momento do ciclo. O salto do VGL de Ribeirão Preto começou a ganhar força há pouco mais de dois anos, e o ranking nacional captura essa curva ainda em ascensão, não em um topo já maduro. Historicamente, é nessa fase que o custo de entrada tende a compensar frente ao potencial de valorização futura, o que torna a janela atual mais interessante para quem compra agora do que para quem esperar o mercado amadurecer.
Vale uma ressalva: nenhum desses indicadores garante retorno individual. Eles descrevem o comportamento do mercado como um todo, e a decisão de compra específica ainda depende de bairro, tipo de imóvel e horizonte de tempo do comprador. Para uma análise mais ampla de quando investir em imóveis vale a pena e quando não vale, os mesmos critérios de retorno se aplicam a esse cenário.
Não está entre as mais caras, mas já tem lançamentos de alto padrão na faixa de R$ 15 mil a R$ 20 mil por metro quadrado, segundo o Secovi-SP, concentrados em bairros como a Nova Aliança, na Zona Sul da cidade.
Os dados apontam tendência, não pico isolado. O VGL da cidade cresce de forma consistente desde 2023, e o financiamento nacional pelo MCMV também acelera há mais de um ano, segundo a Abrainc.
Depende da faixa de renda e do valor do imóvel. As atualizações recentes do programa ampliaram o teto de valor financiável e passaram a alcançar parte da classe média que antes não se qualificava.
O ranking de financiamento é da Abrainc, com base em dados do Portal do FGTS e da Caixa Econômica Federal. Os dados de lançamentos e vendas são do Secovi-SP.
O ranking da Abrainc é a confirmação mais recente de um movimento que já vinha acontecendo: Ribeirão Preto virou um dos mercados imobiliários mais ativos do país fora das capitais, com crescimento sustentado desde 2023. Para quem está decidindo comprar, esse é o tipo de dado que justifica agir agora em vez de esperar. A Pafil Empreendimentos, com o Parc das Artes e o Tríade Home Resort, acompanha esse crescimento de perto na cidade.
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